SAÚDE NÃO SE USA... SENTE-SE
Matheus Barros
Fortaleza Bela. Dona dos verdes mares, guardadora do grande sol, proprietária de terras dos mais alegres inquilinos, eu tenho tanto a lhe dizer, pena que você não queira nem saber. Ou seriam os seus senhores? Será que eles sabem o quão abandonados nos sentimos em certas ocasiões? O desemprego, a falta de dinheiro, a violência, são realmente coisas assombrosas para uma cidade tão bela, porém para conseguirmos vencer cada uma dessas mazelas seria necessário, no mínimo, contarmos com qualidade na área da saúde pública.
Que razões poderíamos ter para não combater os males a que estamos sujeitos dia após dia? Alguns na sua ingenuidade ou, influência da família, vão esperar a vontade de Deus para curá-los, talvez apelando para outras religiões e para curandeiros. A maioria fará filas intermináveis nos postos pra usufruir do atendimento precário que os governantes oferecem, confiando na capacidade de médicos conscientes, que honram o juramento feito no dia da diplomação, ou dos que pleiteiam um cargo político, servindo assim como moeda de troca, favorecendo certo paciente com o diagnóstico e remédios, esperando retribuição através do voto.
Independente das razões que venhamos a aludir, devemos enfatizar os defeitos da medicina pública que deixa o doente ao desamparo e, às vezes, não tão raramente, por um erro médico, antecipa a morte. Um paciente morrer repentinamente é muitas vezes visto como um “descanso” pelos parentes, após tanto sofrimento, causado em boa parte pela falta de recursos e o demorado atendimento nos hospitais e clínicas, fato comumente negado pelos que nos governam, isso quando seus familiares têm algum esclarecimento sobre o assunto, ou, assim sendo, pode-se nem saber a “causa mortis”.
O que falo não é meramente uma crítica. Temos as grandes chagas sociais e sobre elas recaem as penosas falhas da saúde. Um exemplo claro do que venho dizendo é a dengue, que as autoridades insistem em culpar somente a população escondendo os grandes terrenos públicos abandonados, focos para reprodução do mosquito, esquecem que uma população desestimulada com o dito “abandono” precisa de bem mais que bonitas campanhas para se conscientizar da realidade que nos cerca. É necessário se usar a referência “epidemia”, causando certo pânico popular, para amenizar a culpa dos responsáveis pelo controle de doenças que já deviam ter sido erradicadas do Ceará, em particular, e do Brasil para se tentar dar um pequeno atestado de país de primeiro mundo. Mas como assim será se convivemos com o Calazar, a Hidrofobia, a Tuberculose, a mortalidade infantil, a Aids e, por que não, a Influenza A, a famosa gripe que culparam até o pobre do porco.
Outra causa desumana para a nossa população é a desnutrição que atinge um número alarmante de trabalhadores braçais, a maioria não consegue manter-se num emprego descente, e sobrevivem do trabalho eventual, que todos chamam de bico e que não garante a subsistência da família todos dias. O governo estabeleceu a obrigatoriedade da merenda escolar, que nem sempre cumpre o seu papel por falta de recursos, por atrasos injustificáveis e outras razões ainda mais absurdas.
Não generalizaremos ou aumentaremos seus já incontáveis problemas, ó Terra do Sol, pois sabemos que em certas áreas da medicina tem seu valor não só no Brasil, mas também no mundo. Vivemos na república das vacinas e felizmente podemos por justiça dar este Crédito ao país, pois erradicamos a paralisia infantil, já podemos imunizar os idosos da gripe, mas poderíamos ter estendido mais a vacinação para os portadores de hepatite. A saúde de nossa terra está doente e fazendo adoecer os nossos parcos recursos, agravando ainda mais a situação dos que necessitam. Fortaleza, nossa Fortaleza. É chato, minha amiga, mas eu tinha obrigação de lhe dizer.
Fortaleza Bela. Dona dos verdes mares, guardadora do grande sol, proprietária de terras dos mais alegres inquilinos, eu tenho tanto a lhe dizer, pena que você não queira nem saber. Ou seriam os seus senhores? Será que eles sabem o quão abandonados nos sentimos em certas ocasiões? O desemprego, a falta de dinheiro, a violência, são realmente coisas assombrosas para uma cidade tão bela, porém para conseguirmos vencer cada uma dessas mazelas seria necessário, no mínimo, contarmos com qualidade na área da saúde pública.
Que razões poderíamos ter para não combater os males a que estamos sujeitos dia após dia? Alguns na sua ingenuidade ou, influência da família, vão esperar a vontade de Deus para curá-los, talvez apelando para outras religiões e para curandeiros. A maioria fará filas intermináveis nos postos pra usufruir do atendimento precário que os governantes oferecem, confiando na capacidade de médicos conscientes, que honram o juramento feito no dia da diplomação, ou dos que pleiteiam um cargo político, servindo assim como moeda de troca, favorecendo certo paciente com o diagnóstico e remédios, esperando retribuição através do voto.
Independente das razões que venhamos a aludir, devemos enfatizar os defeitos da medicina pública que deixa o doente ao desamparo e, às vezes, não tão raramente, por um erro médico, antecipa a morte. Um paciente morrer repentinamente é muitas vezes visto como um “descanso” pelos parentes, após tanto sofrimento, causado em boa parte pela falta de recursos e o demorado atendimento nos hospitais e clínicas, fato comumente negado pelos que nos governam, isso quando seus familiares têm algum esclarecimento sobre o assunto, ou, assim sendo, pode-se nem saber a “causa mortis”.
O que falo não é meramente uma crítica. Temos as grandes chagas sociais e sobre elas recaem as penosas falhas da saúde. Um exemplo claro do que venho dizendo é a dengue, que as autoridades insistem em culpar somente a população escondendo os grandes terrenos públicos abandonados, focos para reprodução do mosquito, esquecem que uma população desestimulada com o dito “abandono” precisa de bem mais que bonitas campanhas para se conscientizar da realidade que nos cerca. É necessário se usar a referência “epidemia”, causando certo pânico popular, para amenizar a culpa dos responsáveis pelo controle de doenças que já deviam ter sido erradicadas do Ceará, em particular, e do Brasil para se tentar dar um pequeno atestado de país de primeiro mundo. Mas como assim será se convivemos com o Calazar, a Hidrofobia, a Tuberculose, a mortalidade infantil, a Aids e, por que não, a Influenza A, a famosa gripe que culparam até o pobre do porco.
Outra causa desumana para a nossa população é a desnutrição que atinge um número alarmante de trabalhadores braçais, a maioria não consegue manter-se num emprego descente, e sobrevivem do trabalho eventual, que todos chamam de bico e que não garante a subsistência da família todos dias. O governo estabeleceu a obrigatoriedade da merenda escolar, que nem sempre cumpre o seu papel por falta de recursos, por atrasos injustificáveis e outras razões ainda mais absurdas.
Não generalizaremos ou aumentaremos seus já incontáveis problemas, ó Terra do Sol, pois sabemos que em certas áreas da medicina tem seu valor não só no Brasil, mas também no mundo. Vivemos na república das vacinas e felizmente podemos por justiça dar este Crédito ao país, pois erradicamos a paralisia infantil, já podemos imunizar os idosos da gripe, mas poderíamos ter estendido mais a vacinação para os portadores de hepatite. A saúde de nossa terra está doente e fazendo adoecer os nossos parcos recursos, agravando ainda mais a situação dos que necessitam. Fortaleza, nossa Fortaleza. É chato, minha amiga, mas eu tinha obrigação de lhe dizer.

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